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Morar no Brasil ou no exterior: 7 perguntas que você deve se fazer ao tomar essa decisão

Se é que há algo mais difícil do que tomar essa decisão, esse algo é escrever sobre o assunto. Mas dei meus palpites aqui, espero que ajudem (mal não deve fazer).

1 – O que é imprescindível que eu tenha na minha vida?
Por exemplo: família (fisicamente) sempre junto, estabilidade, segurança, acesso a serviços públicos de qualidade…

2 – Qual o peso que atribuo a cada um desses itens?
Por exemplo: pode ser que ter seu cachorro por perto seja tão importante, mas tão importante, que… quer saber? Dane-se a segurança dos países mais desenvolvidos e o tanto de dólares que você vai ganhar lá – o que te deixa feliz mesmo é seu bichinho abanando o rabo toda vez que você chega em casa. Continue reading

conseguir emprego

21 truques pra conseguir emprego no primeiro mês do intercâmbio – leia o último por favor!

Arranjar emprego é um dos principais desafios da vida no exterior – seguido por achar lugar prá morar e conseguir se comunicar (na real tudo junto ao mesmo tempo e misturado simultaneamente, êê confusão!). Na listinha abaixo vão umas dicas pouco exploradas, mas que podem ajudar bastante nessa empreitada.

1 – Bata muita perna. E não apenas nas ruas movimentadas e regiões onde o comércio é forte. Às vezes pode ser que a vaga que está esperando por você esteja naquele restaurante escondidinho, onde até mesmo a concorrência é menor.

2 – Se o estabelecimento for muito a sua cara e você sentir que adoraria trabalhar lá, não tenha vergonha de perguntar se eles estão contratando, ou como você faz para se candidatar (normalmente, porém, eles anunciam na vitrine).

3 – Vá sozinho: nada a ver se candidatar a empregos com uma turminha a tiracolo.

4 – Dê uma olhada cuidadosa no local antes de entrar sedento por deixar mais um currículo. Tem lugares tão zoados que, vai por mim, nem vale a pena desperdiçar papel.

5 – Esteja preparado: tem locais em que a entrevista começa (ou já é feita) assim que você deixa o currículo com o gerente. Continue reading

vida na australia

A melhor parte da vida no exterior que ninguém conta

Mesmo que não tenhamos plena consciência, muitas decisões que tomamos e caminhos que seguimos são fortemente influenciados pelo meio que nos cerca. Em casa, pais projetam na gente seus os valores, frustrações e até preconceitos. Na escola, reproduzimos fórmulas matemáticas, físicas e químicas do mesmo jeito que o sistema educacional cria cópias de nós mesmos, enquanto nos ensina história, geografia e a querer passar no vestibular. Na mídia, enxurrada de dicas de como se comportar na entrevista de emprego, no primeiro encontro, na cama… Na firma, seguir as políticas da empresa não é suficiente, precisamos também moldar nossas atitudes ao que esperam da gente – mesmo que nem sempre concordemos com elas.  

Somos ligeiros ao traçar mentalmente o perfil de um desconhecido com base apenas nas informações do cargo que ele ocupa, academia que frequenta ou carro que dirige. Embora eu acredite que sejamos muito mais frutos das experiências que vivemos e como lidamos com elas, também é inegável a influência que o meio externo exerce sobre nós.

E se considerássemos um cenário hipotético, onde as pessoas não tenham a menor ideia de quem você é, de que família vem, com quem você namorou ou em que cidade cresceu? Também não teriam a mínima noção da reputação da faculdade onde estudou, e provavelmente nunca tenham ouvido falar nas empresas onde você trabalhou? Continue reading

Pagamento por hora Australia

Quanto vale a sua hora?

Aqui na Austrália os salários são mensurados por hora, no caso dos funcionários casuais, ou por ano, pra quem trabalha em turno integral ou meio período. Em geral, no universo dos labours (a galera que trabalha com os “subempregos”), quem ganha $15/hora tá batendo na mesma porta que um bando de chineses desesperados. Um emprego bom deve pagar ao redor de $20, dependendo da cidade.

A primeira vez que me vi pensando em quanto vale a minha hora foi quando meu marido cogitou contratar uma menina prá limpar nossa casa. Eu prontamente sugeri que, ao invés de pagá-la os $25 ou $30 por hora, eu mesma podia fazer a faxina. Pelo capricho que eu empenharia na tarefa, possivelmente demoraria mais, mas por $15 ou $20 eu topava. Acabou sim, consegui o job! A limpeza sobrou prá mim. Já o dinheiro, ficou com ele. Péssimo negócio, admito.

A segunda vez que me vi pensando no valor da minha hora foi num dia que eu estava trabalhando sob o mal estar medonho de uma ressaca filha da mãe. Naquele dia, eu quase propus pagar ao boss pra poder voltar pra casa… Continue reading

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Paga bem, que mal tem?

É fácil topar ser garçom na Europa quando o salário é compatível ao que você tinha como assistente sênior de não-sei-o-quê, ou analista pleno de não-sei-o-quê-lá no Brasil. Exercer um subemprego no exterior pode até mesmo ser desafiador o suficiente, especialmente quando nos vemos, muitas vezes pela primeira vez na vida, responsáveis por prover nosso próprio sustento, sem o amparo da rede familiar e dos contatos que ficaram no Brasil. Logo, encaramos “qualquer coisa” enquanto reaprendemos a falar, compreendê-los, interpretar os códigos culturais locais e o mercado de trabalho.

Lembro bem do primeiro intercâmbio que fiz, numa cidadezinha vizinha de Las Vegas. Lá, intercambista bem sucedido era aquele que conseguia chegar ao cargo de garçom. A gente aplicava prá vaga de assistente de garçom (busser), já mirando na promoção. A segunda vaga mais procurada era de vallet park – não pelos salários em si, e sim pelas gorjetas (ah sim, e a chance de dirigir carrões). No fim das contas, todo mundo já saia do Brasil felizaço com o emprego de camareiro(a) – e, acreditem, e a gente se divertia horrores! Continue reading

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Manifesto dos labours

Seja por limitações de visto, falta de experiência local ou pouca fluência no idioma, a gente engoliu o orgulho e encaramos mesas cheias, privadas sujas e chefes “quadrados”. Trocamos o prestígio de alguns cargos em empresas renomadas pela informalidade de trabalhos casuais. Penduramos trajes executivos e aderimos aos práticos uniformes. Substituímos o salto alto por calçados confortáveis e camisa bem passada por roupa fácil de lavar. O peso nos ombros, trazido por grandes responsabilidades, foi trocado pelo peso dos carrinhos de mão, do aspirador de pó ou dos filhos dos outros. Trocamos baías aconchegantes de escritórios por restaurantes, lojas ou até casas – confortáveis como eram as nossas… A escada corporativa pela escada da obra. A churrascaria cara do almoço por um lanche rápido, que desce goela abaixo enquanto a gente dá oi no WhatsApp e engole a saudade. Continue reading

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Sobre morar fora: Apenas Vá

Apenas vá
Leve excesso de coragem

Esqueça a preocupação

Sua mala não vai ultrapassar o limite permitido
Não será extraviada
Mas certamente vai estar cheia de itens desnecessários
Ainda que as coisas mais importantes nunca possam ser transportadas…

Apenas vá
Sua família, amigos e cachorro sobreviverão sem você
E embora isso conforte
É inegável a tristeza que traz Continue reading

Top 10 Restaurantes Sydney

Aí vai minha lista dos must-try restaurantes de Sydney, catiiguria culinária internacional, em ordem aleatória. (Mas a vontade meeeeesmo era mandá um pratão de arroz e feijão da mãe, afff.)

1. ARMCHAIR COLLECTIVE – café da manhã
Disparado meu café da manhã favorito!! O lugar também é uma gracinha, mas chegue cedo porque quando enche fica meio barulhento – mesmo assim a comida sempre vem rapidinho. Meus pratos favoritos são: sweet potato rosti, que vem com salmão defumado, ovos poche, pesto e um molhinho delícia e a sweet corn fritters , que sempre peço e nunca enjoo. Se você curte um breakfast mais docinho (and calórico), vá sem medo no brioche cinnamom french toast, uma espécie de rabanada coberta com frutas vermelhas e calda de maple syrup, yummy! Preço médio desses pratos: $16. 9A Darley St East, Mona Vale [ATUALIZAÇÃO 20/Junho/2016: mudaram o menu e o sweet potato rosti e a “rabanada” cairam #chateada]

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Sweet potato rosti na frente e as corn fritters ao fundo

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Sobre a cara de pau necessária pra aprender um novo idioma

Entre tantas angústias que a vida do outro lado do mundo trás, aquela que atinge a quase todos, como é de se esperar, é superar a barreira do idioma. Aprender um novo bê-á-bá e incorporar a um vocabulário já consolidado milhares de novas palavras é um projeto ambicioso. Requer um tremendo esforço aprender termos intraduzíveis, se acostumar que push não é puxe, pretend não é pretender nem que essa jornada será easy. Continue reading

Brasileiros em Sydney: Como Usar

     Originalmente criado como espaço para compartilhamento de informações e integração entre os usuários, o grupo no Facebook dos Brasileiros de Sydney tem sido palco de discussões ferrenhas e de intermináveis polêmicas nos últimos tempos. Com tanta informação inútil que já rola na minha timeline, eu mesma já cogitei sair desse grupo. Assim direcionaria minha tão limitada atenção pra assuntos que de fato são do meu interesse – que não incluem a aprovação do visto de indivíduos cuja existência eu até então desconhecia… Continue reading

9 coisas que você precisa saber prá não se decepcionar com a Austrália

1 – O verão é chuvoso e o inverno frrrrio
Pelo menos assim tem sido em Sydney, um mix entre o clima tropical de Queensland e o inverno rigoroso de Melbourne. Mas há esperança: entre dias chuvosos no verão e gelados ventos no inverno, o sol brilha lindamente. A enxurrada é só de fotos nas redes sociais. Continue reading

Coisas que você pode fazer no exterior sem ninguém julgar

“No estrangeiro, nunca se é um estranho para si, mas sempre o mais íntimo”. Michael Onfray

Se no Brasil muita gente tende a olhar com estranheza para comportamentos que fogem do padrão, no exterior ninguém tá nem aí pro que você faz no restaurante, com sua carreira, como se veste ou com quem se relaciona.

Sejam por fatores econômicos, culturais ou de legado deixado pela família Real quando dividiam solo brasileiro com os tupiniquins (sempre convém culpá-los pelas nossas mazelas), aí vai a listinha das neuras que você pode deixar no Brasil quando embarcar rumo aos destinos mais populares de intercâmbio.

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Diferenças entre fazer intercâmbio aos 18, 25 e 30

ESCOLHENDO DESTINO
Aos 18 – Um lugar onde você possa se divertir e se bancar com o mínimo de ajuda dos pais.
Aos 25 – Um lugar onde o ensino seja de qualidade, o visto seja fácil e você consiga um emprego bacana.
Aos 30 – Um lugar onde você tenha qualidade de vida, ganhe bem, se realize profissionalmente, viva uma linda história de amor e resolva todos os problemas da vida.

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6 verdades poderosas aprendidas em uma temporada no exterior

  • O PODER DA FINITUDE

A sensação de que seu intercâmbio tem data para acabar fará com que você queira aproveitar cada minuto dele, sem poder desperdiçar nenhuma oportunidade de viver algo novo. E na vida as coisas são exatamente assim: a noção de que nada dura para sempre, ou de que final de uma etapa se aproxima, nos dá uma visão mais positiva sobre a situação. É o caso da tristezinha que dá no último dia de emprego (mesmo que você estivesse de saco cheio dele), da dor quando o final de um relacionamento se aproxima ou quando até mesmo alguma doença nos faz lembrar da efemeridade da vida. Vai entender né?

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10 dicas de alimentação saudável para quem mora no exterior

Todo mundo tem aquele amigo solteiríssimo que é expert quando o assunto é relacionamento. Sinto-me como um deles agora. Não porque darei palpite na vida amorosa alheia mas porque, assim como eles, estou prestes a dar conselhos sobre algo que nunca funcionou comigo: manter o peso durante os intercâmbios.

Desde que vim para Austrália, porém, finalmente consegui o feito de não engordar. Talvez porque esteja mais velha madura, ou tenha embarcado nessa onda de vida saudável. Pode ser também porque antes não tinham as redes sociais prá dar as dicas, nem musa fitness prá inspirar. Independente do motivo, aqui compartilho meus erros e acertos, vem ver!

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Asiáticos por toda parte: como lidar

Eles estão por tudo, normalmente em grupos numerosos e bastante barulhentos. Dizem que aqueles que souberem lidar com os orientais têm um trunfo precioso para enfrentar o mercado de trabalho do futuro. Eu venho há anos me empenhando nessa árdua tarefa de entender a tão milenar cultura asiática, que a muitos incomoda mas já não tem mais como evitar.

Longe de ser especialista no assunto, me arrisco aqui a dar alguns palpites que garantiram minha sobrevivência durante quase um ano em solo chinês. Foi uma experiência bastante intensa, mas deu tudo certo. Sobrevivi; não sem alguns hematomas. Eles ficarão sempre comigo, as lições eu compartilho aqui.

china

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