Medos, Zona de Conforto e Recomeços

Segunda-feira. 6:40 da manhã. Primeiro dia sem emprego. Não me sinto aliviada. Não quero ficar na cama até tarde. Fico uns bons 40 minutos que preciso prá checar as redes sociais – e pela vigésima vez digo a mim mesma que preciso policiar o tempo que desperdiço nelas. Levanto e a única novidade que percebo em mim é a preocupação em não deixar esse dia se ir inutilmente – algo que, quando tinha emprego, dificilmente passaria pela minha cabeça, já que trabalhar dá essa sensação de utilidade.

Não precisarei me arrumar, ver clientes, esperar por eles, procurar vaga pra estacionar, me preocupar em vender mais ou em parecer motivada quando me ligam. Com isso me ocupei de segunda a sexta durante os 2 últimos anos neste emprego do qual acabei de sair.

Desde o primeiro dia em que me apresentaram a essa vaga, não fiquei nem um pouco entusiasmada. Mas era melhor do que ficar em casa. Continuaria procurando algo melhor. E emprego perfeito não existe, de qualquer forma.

No decorrer desses 2 anos, o emprego correspondeu às minhas expectativas: continuou tão insosso quanto no dia em que me apresentaram a ele. Em contrapartida, sem querer acabei me deparando com toda a autonomia e liberdade com as quais eu sempre sonhei ter, mas já havia desacreditado que seria possível. Parei de mandar currículos. Tentei me apaixonar por esse emprego que me permitia se exercitar antes do expediente, dar um mergulho entre uma visita a um cliente e outra (conforme sugerido pelo próprio gerente), ter intervalos de almoços prolongados… Mas a paixão não passou de um flerte.

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Com sorte, a falta de propósito do trabalho foi preenchida com uma série de atividades que eu mesma criei para tornar minha rotina mais interessante e meu dia a dia um pouco mais estimulante, desafiador e divertido. Acho que jamais encontrarei um emprego de turno integral que me permita acordar sem despertador, tomar um café da manhã descansada, aproveitar a cidade onde vivo, manter as leituras em dia, cuidar da minha saúde, ter energia para exercer uma atividade paralela, tempo pros amigos e ainda assim não estar sempre cansada. Na verdade, tudo desse trabalho parecia legal, exceto o trabalho em si, que não era insuportável, mas também quase nunca me fazia vibrar.

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Ainda assim, mesmo insatisfeita e sem perspectivas positivas, foi difícil romper essa zona de conforto e abrir mão de todas as conveniências trazidas pelo emprego (leia-se paycheck, carro, gasolina, pedágio, celular e ipad, tudo pago). Com o meu nível de motivação cada vez mais baixo, finalmente cumpri o que havia combinado comigo mesma e saí no prazo estipulado.

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Ainda que os aprendizados profissionais possam não ter sido tantos, não tenho a menor dúvida de que foi o momento da vida em que mais evoluí como pessoa, graças a esse emprego “meia-boca”.

O plano? Simples porém difícil: Não me deixar esmorecer diante de mais esse recomeço.

E quem sabe topar uma aventura em uma nova cidade? Vou contando tudo aqui e os bastidores no meu novo “viciozinho” da vez: o Snapchat (é godoyn).

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2 thoughts on “Medos, Zona de Conforto e Recomeços

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