Morar no Brasil ou no exterior: 7 perguntas que você deve se fazer ao tomar essa decisão

Se é que há algo mais difícil do que tomar essa decisão, esse algo é escrever sobre o assunto. Mas dei meus palpites aqui, espero que ajudem (mal não deve fazer).

1 – O que é imprescindível que eu tenha na minha vida?
Por exemplo: família (fisicamente) sempre junto, estabilidade, segurança, acesso a serviços públicos de qualidade…

2 – Qual o peso que atribuo a cada um desses itens?
Por exemplo: pode ser que ter seu cachorro por perto seja tão importante, mas tão importante, que… quer saber? Dane-se a segurança dos países mais desenvolvidos e o tanto de dólares que você vai ganhar lá – o que te deixa feliz mesmo é seu bichinho abanando o rabo toda vez que você chega em casa.

3 – Onde são maiores minhas chances de ter o que é importante prá mim?
Agora falando sério (embora o exemplo do cachorro também tivesse sido): aqui na Austrália, cada renovação de visto significa cofrinho zerado e umas 3 úlceras novas. Galera perde emprego e não rola nem um fundinho de garantia, dono do apê resolve vendê-lo e você que se vire pra achar outro canto… Ou seja: se viver sem estabilidade está fora de cogitação, tenha em mente que a vida fora do Brasil é, no mínimo, cheia de aventuras. Por outro lado, é uma beleza sentir que a graninha que você paga pro governo (também conhecida como imposto) é notoriamente bem investida e isso impacta diretamente na sua qualidade de vida.

4 – O que é ter qualidade de vida para mim?
Muita gente utiliza o argumento da melhor qualidade de vida da qual usufruímos no exterior. Mas o que significa ter qualidade de vida prá você? Pode ser que signifique ter um iate onde você possa dar umas festinhas regadas a drinks caros e gente influente. Ou pode ser que signifique ter um cachorro que abana o rabo toda vez que você chega em casa. O que aprendemos sobre isso é só que o aprendemos, não significa que seja verdade absoluta – e muito menos que se aplique a seres de tamanha vastidão e diversidade, como os humanos.

“Toda escolha implica perda, e esta é maior do que a opção. Porque, ao optar por alguma coisa, deixamos de lado milhares de outras. Cada escolha é única e o que deixamos de lado é muito maior.” Leandro Karnal

5 – Do que estou disposto a renunciar?

Já que nunca teremos tudo, o que você tolera viver sem? Ou ainda: como você irá administrar a falta do que está renunciando?

6 – Será que minha visão sobre o outro país não está distorcida por causa da saudade?
Pode ser que no Brasil você nem ligasse tanto pra pão de queijo, mas foi só tirar ele do cardápio que você começa a ter desejo… (Eu, por exemplo, nunca fui muito fã de feijão. Até descobrir a falta que ele fazia.)

7 – Será que não estou me acostumando com o que me faz mal?
Tem tanta injustiça acontecendo ao nosso redor, que é mais conveniente fazer vista grossa. No Brasil, a gente sabe bem das injustiças que nos cercam, mas no exterior também pode rolar umas, especialmente sendo imigrante. O problema é quando elas passam a afetar diretamente seus planos e o que você quer pra vida.  

Sabe outras perguntas que podem ajudar? Escreve aí!

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Texto: Natália Godoy -Imagem: Aidan Meyer

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2 thoughts on “Morar no Brasil ou no exterior: 7 perguntas que você deve se fazer ao tomar essa decisão

  1. Juliana says:

    Morei cinco anos fora do Brasil e ja estou aqui de volta a 5 anos, mas todo dia penso em voltar a morar fora pois a vida aqui e bem difícil tenho agora um filho pequeno e estou na maior indecisão sob o que fazer.

    • Gisele says:

      Oi Juliana!
      Eu estou, exatamente, na mesma situação que tu. Morei 5 anos fora do Brasil, estou de volta aqui há 6 anos e tenho um filho pequeno. Penso todos os dias em voltas porque acho aqui bem mais complicado mas o que mais pesa é viver longe da família, principalmente por causa do filho. Com filho pequeno, longe da família, não é tão fácil quanto sozinha. Aguardo outras opiniões. Abraço!

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