32 verdades dolorosas (mas hilárias) sobre subemprego no exterior

1 – o nível de desespero para arranjar um emprego aumenta proporcionalmente ao período da sua estadia no exterior

 2 – a felicidade por conseguir o primeiro emprego só não é maior do que a do visto aprovado

3 – (alegria similar só será vivenciada novamente no último dia de trabalho)

need job

Faxineira no Brasil? Sei…

4 – quando a saudade de casa bate forte, o subemprego parece se tornar ainda mais insuportável

5 – ainda assim, haverá momentos em que você terá orgulho de si próprio

6 – e outros em que você vai se perguntar que diabos está fazendo aqui

7 – “Tira uma foto minha limpando isso aqui preu mandar prá minha mãe” – frase mais comum do intercambista brasileiro

8 – saudade da sua mesa confortável e do almoço de escritório no Brasil? Sempre

9 – saudade do pagamento e do trânsito descomunal no Brasil? Nunca

10 – 1º mês no exterior: “Emprego? Quero!”

11 – 3º mês no exterior: “Emprego? Quanto paga?”

12 – 6º mês no exterior: “Emprego? Não aguento mais!”

13 – o trabalho é “braçal” mas quem mais sofre são as pernas e a coluna…

14 – se você um dia for camareiro, nunca mais confiará na troca de lençóis dos hotéis onde se hospedar

15 – e se trabalhar na cozinha, nunca mais confiará na limpeza dos restaurantes

lavador de louça

Principalmente se é você quem encara isso – Imagem: Antonio Jr

16 – se você achava que a causa daquela dor na lombar era sua postura ao usar o computador, espere até trabalhar com carregamento de mudanças

17 – das maiores vantagens do subemprego: calçados confortáveis

18 – segunda maior vantagem do subemprego: se o chefe não aprovar suas férias, você nem liga se tiver que abandonar a vaga

19 – pão com tuna está pro intercambista brasileiro assim como o canguru está para a Austrália

20 – Sobre o termo payday: no começo, você racha rindo. Depois, chora pelo próximo.

21 – até exercer um subemprego, você não conhecia o potencial de chulé que seus pés produziam

desabafo brasileiros em sydney

Chulé and sangue! #BeijoMãe

22 – a Austrália está cheia de funcionários da faxina que mal fazem a própria cama

23 – e de garçons que, em casa, nunca tiravam o prato da mesa

24 – Gorjeta: razão pela qual a gente sempre tenta agradar um pouco mais

25 – Escola: principal motivo pelo qual a gente trabalha

26 – Trabalho: principal motivo pelo qual a gente não vai à escola

 (não é prá fazer sentido mesmo)

27 – Cerveja: a recompensa merecida por essa merda toda

28 – Busy, quiet, shift, roster, function: palavras que não faço a menor ideia como dizer em português

29 – Cansaço de um dia exaustivo na firma? Já experimentou ficar 10 horas de pé?

30 – 10 horas de pé? Já precisou transportar 2 mudanças num dia?

31 – desconfie sempre que o pagamento por hora for muito alto, na gringa também tem treta

32 – um chefe que não paga, não conhece o potencial de denúncia dos Brasileiros em Sydney

pagamento sydney

Denúncia pros compatriotas! É nóis!

Esse é mais um texto da série Vida de Labour do blog Sua Conterrânea. Toda semana, um texto novo sobre emprego e carreira no exterior.

Leia também: 

https://suaconterranea.com/quanto-vale-sua-hora/#more-875

 

 

 

 

7 comentários sobre “32 verdades dolorosas (mas hilárias) sobre subemprego no exterior

  1. lisandra disse:

    No ponto. Meu Deus….realmente sair do conforto do computador e ar condicionado vai ser o ó do borogodó. Mas zonas de conforto não fazem a gente crescer então….bora pro labor. Natália, só uma dúvida….meu inglês é fluente (com sotaque americano, verdade) então será que não consigo escapar o kitchenhand? Bj

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    • lisandra disse:

      Oi flor! Não tinha visto este reply. Tb acho que sorte conta pq sou eu e mais 1 trilhão atrás de uma vaguinha bacana. Tinha uma vaga de labour hoje no grupo Trabalhe em Sydney pagando 33/h. Te faz rever conceitos. Valeu. Bj. ????

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  2. Monica disse:

    Muito bom seu Post…
    Estou me organizando para um intercâmbio na Austrália, e seu texto está sendo muito últil…Teve um que me fez chorar em pleno horário de trabalho…hauauahauhauahua
    Um abraço.
    Monica

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